Mais um ano que se vai…

Os 19 ficaram para trás marcados por um ano maravilhoso. Um ano onde decidi jogar tudo para o alto e arriscar, viver sonhos e sonhar uma realidade ontem ainda tão distante.

Numa retrospectiva mental daquele 21 de novembro de 2012 até ontem, dias marcantes vêem à mente. O dia que vim em definitivo para Cachoeira, por exemplo, acompanhada pela lua, a lágrima teimava em cair na escuridão do ônibus. Não eram lágrimas de tristeza nem de dor, mas lágrimas de quem já sentia saudade do passado que deixava para trás.

O primeiro dia na faculdade de Jornalismo, o nariz empinado e os paradigmas de quem saía de uma Universidade Estadual que aos poucos caíram por terra, me rendi ao sorriso encantador de professores que me fizeram voltar a aprender mais que uma profissão, me fizeram aprender para a vida, me rendi ao carinho de colegas que pouco a pouco tornaram-se amigos.

O primeiro dia de trabalho, a primeira matéria, a primeira entrevista, a primeira revista. O primeiro novo dia de trabalho, a primeira sessão na câmara. As primeiras experiências que ficarão para sempre.

A descoberta de um amor por alguém que sequer conhecia seus traços, nem ao menos sabia se seria ele ou ela, mas no meu peito já transbordava um amor incondicional.

A Jornada, o reencontro com velhos amigos marcelinos e as novas amizades marcelinas feitas. As lembranças dos encontros e a sensação indescritível de estar há menos de 2 metros do Papa. De acompanhar junto com as grandes mídias, conhecer grandes nomes da imprensa nacional e internacional.

Mas nem todos os dias foram de risos, houveram os dias de choro, mas cada choro seguido de um aprendizado e uma cabeça erguida, pronta para enfrentar novos leões: os dias de molho com dengue, os cuidados dos amigos. O dia do término do namoro, a sensação de perca do chão, os dias de olhos inchados que me fizeram amadurecer e crescer. Com o fim, a descoberta de que mais que um namorado, eu tive um amigo ao meu lado e sempre o terei.

Os dias em que fui surpreendida, o show do NX assistido do palco acompanhado de horas de conversa com o Diego e um abraço afetuoso. As pessoas que conheci, as que já conhecia e passei a amar, as que me decepcionei e as que me encantei. As bandas novas que conheci e fiz amizade, as b-bands que me apaixonei.

A visita de um amigo vindo do Paraná só para estar comigo. As amizades que se consolidaram num momento de dor. As amizades inesperadas, que hoje já são indispensáveis.

O choro calado pelo travesseiro, de saudade de casa, de medo do futuro, de insegurança e incertezas. De vontade de voltar correndo para o Paraná e ficar sob as asas de quem sempre lutou por mim e me protegeu. Mas a cabeça erguida de quem corre atrás de um sonho e força de quem sabe que para vencer, é preciso lutar.

Por fim, o carinho e o cuidado de duas amigas que se tornaram irmãs. E a loucura de quem coloca algo na cabeça e vai atrás.

Muitos outros momentos ficaram marcados, mas alongariam por mais parágrafos e parágrafos esse texto. Dos 19, nenhum arrependimento, nenhuma vontade de voltar atrás. Foi um ano intenso e lindo. E sabe por que? Porque eu decidi viver e não esperar a vida passar. Decidi correr atrás de tudo que desejo e não deixar me acomodar.

Não havia melhor forma de terminar os 19 e começar os 20, se não, seguindo mais uma vez atrás de algo que decidi que me faria feliz. O dia ontem, resumiu o que foi esse ano incrível.

Coincidentemente, li isso num texto hoje: “pensar duas vezes é a distância entre os que sonham e os que vivem.” Aos vinte, eu escolhi viver, ser intensa, me arriscar e quebrar a cara. Os dias ruins todo mundo tem, não vou me acomodar para os evitar, a vida me ensinou a lutar e nunca desistir, se me fizer feliz por um momento, já terá valido a pena.

Essa é a graça de viver. Ser feliz com pequenos momentos. Querer prolongar a felicidade evitando correr riscos, é o maior risco que se corre de ser infeliz. Aos vinte, eu espero te encontrar por aí, vivendo!

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