Gravação do clipe “A mãe de um amigo meu”

É tão bom quando realizamos um sonho. Melhor ainda é quando vamos além desse sonho e conquistamos aquilo que outrora jamais havíamos imaginado. Esse fim de semana foi mais ou menos assim. Eu que estive sempre nos palcos e diante das lentes, troquei de lugar, fui para trás delas, foi a vez de usar minha experiência no teatro na direção. Durante o fim de semana, gravamos o primeiro clipe da dupla sertaneja Wagner Dias e Michel, e também o primeiro clipe com roteiro e direção sob minha responsabilidade.

Caí de cara num clipe que vai ganhar proporção nacional fácil fácil, com participação de gente conhecida na Tv e na Internet e com apoio de grandes nomes da música sertaneja.

Foi uma alegria imensa ver esse trabalho se concretizando. Agradeço demais a confiança dos meninos da dupla, Michel, Sadia, Rob, Junior, Leo e também o convite do Caíque, que numa conversa aleatória, disse que havia escrito um roteiro para outra banda, de amigos nossos, e ele acabou me oferecendo a oportunidade de escrever o roteiro do clipe da dupla.

Além disso, foi uma experiência incrível. Pude aprender demais com os amigos da Ibelin produtora, toda a experiência do Robinho só veio para acrescentar e me fazer aprender muito!

Não posso deixar de agradecer os atores, o Gui, um amigo que topou meu convite para gravar na hora e surpreendeu! A Karine, de um profissionalismo impecável. O Yudi, Mc Maloka, Malokinha, agregaram demais e me divertiram mais ainda. Valeu! A todas as meninas que toparam participar. Ao Matheus Viggiano pela casa emprestada e companhia o dia todo. João Vitor, Du, Wesley, Leo, Pedrinho, Renan e Renato Sampaio, pela presença e força!

Confiram as fotos desse dia exaustivo, de muito trabalho, mas incrível!

Em breve vocês poderão curtir o resultado desse trabalho, enquanto isso, vai conhecendo a música e curtindo a fan page da dupla.

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Eu sei que ainda estamos longe do fim

Então vamos viver, um dia a gente se encontra…

Assisti esse clipe umas 5 vezes antes de começar a escrever. Meus olhos encheram de lágrimas e um nó se formou na minha garganta em todas elas. De começo, achei que não haveriam palavras para descrever o clipe, a emoção que ele foi capaz de transmitir aos fãs e aos admiradores do CBJr e da música brasileira. Depois uma infinidade de palavras começaram a surgir em minha mente!

Todas elas resumem-se numa só: amor! Amor de fã, amor de amigos, amor filial. Amor de quem a música fez irmãos, amor de quem o destino uniu, amor de quem mesmo sem conhecer o Chorão na intimidade, sentia-se brother!

Todos nós sabemos os caminhos que levaram ao adeus eterno do Chorão. Ele andou por ruas desertas, passando por conflitos internos, vivendo um sonho que não era só dele. A música fala tudo isso. A solidão que ele enfrentou, jamais entenderemos. Os motivos que o levaram a cair na dependência, estão hoje enterrados.

Quem somos nós para julgar? Não somos ninguém para falar a cerca do sofrimento do outro. Tem muita gente se achando bom e sendo pior que muitos outros tantos. Tem muita gente falando palavras bonitas, estando vazio por dentro. O clipe mostra um Chorão que era repleto de amigos, mas a música fala em solidão. Só nós sabemos o vazio que nos prende. Só ele sabia o dele.

É isso que deixa ainda mais triste sua partida. É isso que deixa o clipe ainda mais emocionante. Tantas pessoas o amando, tantas pessoas por ele. Tantas pessoas correndo atrás, atrás de um microfone que o Chorão deixou vazio. Pessoas que hoje fazem do Chorão presença! Fazem do seu legado eterno. Fazem da sua música boas vibrações!

Use da sua liberdade sem que ela te prenda no vazio, deixe a felicidade ser profunda. Deixe quem você ama te amar e ame também quem te ama. E viva! Viva! Viva, que essa vida é boa demais! Um dia, todos nós vamos nos encontrar, com o Chorão, com o Champignon, com o Renato, com o Raul, com o Cazuza.

Botei a música no replay e enquanto escrevia devo ter ouvido mais outras 5, 6, tantas vezes. 

Você deixou saudade! 

O que eu ando ouvindo – Playlist nacional

Eu nunca fui daquelas que anda por aí com iPod sempre ligado, de fone de ouvido pra baixo e pra cima. Eu já sou desastrada naturalmente e, ao escutar música, me prendo à letra e, literalmente, viajo. Essa combinação, não geraria bons resultados.

Mas a música, é uma das coisas que mais me inspira. Talvez por essa viagem que ela me proporciona… Tenho ouvido muito enquanto trabalho, tornou-se automático, ligo o notebook e uma das primeiras abas que abro é a do youtube.

Muita gente tem curiosidade em saber o que escuto, qual meu ritmo preferido e tudo mais. Não sei se isso vai decepcionar, mas a coisa que mais me atrai nas músicas são as letras e não seus ritmos. Eu ouço de tudo, desde rock à pagode, desde que a letra vá além de repetições monossilábicas – tenho um leve preconceito com sertanejo!

Separei algumas das músicas e artistas nacionais, que tenho escutado com maior frequência nos últimos dias. Como disse, vou do rock ao pagode:

1. O Teatro Mágico

Conheci a trupe de Osasco há mais de 8 anos, foi amor à primeira canção. Me apaixonei pelo jogo de palavras bem feito, perfeito do letrista Fernando Anitelli. As críticas à sociedade atual, à mídia e à politica feitas em forma de poesia, casaram perfeitamente com meu modo de pensar e ver o mundo. Desde então, costumo brincar que “só enquanto eu respirar, vou me lembrar” das músicas d’O Teatro Mágico. Se eu precisasse escolher hoje uma única banda para ouvir, seria certamente eles que eu escolheria. Além disso, todas as músicas e clipes, bem como o DVD estão disponíveis de forma gratuita na internet.

2. Legião Urbana

Ta aí uma banda que curto por herança. Aprendi a gostar de Legião com meu pai, me apaixonei pelas letras feitas pelo Renato Russo, letras que atravessam a barreira dos anos e cabem perfeitamente no presente que vivemos. Vou confessar, acho Renato Russo um mestre, afinal, qual outro compositor tem uma música que dura quase 10 minutos, sem repetições? Há contradições, há quem não goste. Mas como disse, música pra mim, é poesia. E nisso, Legião Urbana é um gigante. Quem nunca se emocionou ao ouvir essa canção?

3. Ana Carolina

Vou confessar que eu sempre tive pavor de mulher cantando. Não acho nem um pouco bonito a voz fina e o agudo estridente daquelas mulheres com voz de mulherzinha – acho que deu pra entender. Mulher, para cantar, e eu achar bonito, tem que ter voz forte. Me arrepia ouvir a Ana Carolina cantar. Sem contar que acho as letras dela magníficas. Falam de amor sem melosidades, acho incrível!

4. Lulu Santos

Sem grandes explicações, eu simplesmente me emociono ouvindo o Lulu. O vejo como um ícone da música brasileira.

5. Charlie Brown Jr.

A banda, me acompanhou na minha adolescência, aquela fase rebelde que todos passam – a minha durou poucos meses – foi sempre embalada pelas músicas do CBJr em volume máximo no quarto. As letras traduzem muito daquilo que sentimos, de uma forma única. Hoje, continuo a ouvir, quando me pego querendo um bom rock com letras bem pensadas, é sempre ao CBJr que recorro. “Você deixou saudade”, Chorão.

6. Sambô

Há dias em que tudo que você mais quer é sair por aí sorrindo e cantando um bom samba. Sambô joga pra cima qualquer um, até quem não gosta de samba e pagode, é impossível não se contagiar pelo ritmo. Na escolha da música para o post, escolhi essa, pois sou apaixonada pela letra desse samba clássico, é a cara do Brasil. “Não deixe o samba morrer!”

7. Thiaguinho e Exaltasamba

Apesar dele ter algumas letras vazias, muitas das suas músicas são com letras muito bem escritas. O acompanho desde o Exaltasamba e sempre gostei das letras escritas por ele e da interpretação. Não canso de ouvir essa música, a voz da Mariana Rios é linda (ela não tem voz de mulherzinha, como disse) e a dupla combinada com a letra, me encantam.

8. Frejat

Um dos últimos que comecei a ouvir, mas tem se tornado cia diária. Sempre ouvi falar, mas nunca tive aquele impacto de achar muito bom ou alguma letra me tocar profundamente. Mas nos últimos meses, comecei a escutar e gostar. Simples assim. kkkk

9. Jota Quest

É uma das bandas unanimidades nacionais. Nunca vi alguém que não goste de Jota Quest. É a tal banda que várias gerações ouvem junto e todas gostam, algumas mais de uma música, outras de outra. Mas não há ninguém que diga que não gosta de nenhuma música deles.

10. Cassia Eller

Assim como a Ana Carolina, é outra daquelas mulheres sem voz fina de mulherzinha. Outra que atravessou gerações, assim como Legião.

Citei os 10 artistas nacionais que mais ouvi nos últimos meses, além desses, Nando Reis, Maria Gadu, Mallu Magalhães – uma exceção à voz de mulherzinha -, Ivete Sangalo, Pollo e P9 têm composto minha playlist nacional.

E vocês, o que têm escutado ultimamente?