2013 de sonhos…

Em menos de um minuto, tudo passa, tudo muda. Imagina então em um ano. Cidade, estado, faculdade, profissão. Na radicalidade de cada uma dessas mudanças pude descobrir-me cada vez mais. Descobri que morar sozinha há 70 km da casa dos pais é uma coisa, há 700, é outra completamente diferente.

Descobri ao longo desse ano que os dias ruins todo mundo e todo ano tem e longe das pessoas que mais amamos, esses dias parecem se tornar ainda mais difíceis. Neles, pude provar que é a fé que nos mantém de pé. Pude encontrar pelo caminho, amigos que me fizeram sorrir nos momentos mais difíceis, um amor que foi amparo e segurança e que ao fim, tornou-se uma das minhas mais belas amizades.

Um dia desse ano, vi o céu ficar ainda mais azul e a terra silenciar sem a voz do cara que me ensinou a andar com cuidado, porque o destino brinca com as pessoas. Hoje, vejo que céu azul encheu-se de ídolos esse ano. Vi outros, literalmente, ao meu lado, conversando e brincando por horas, ao ponto de me fazer esquecer que uma hora eu fui simplesmente fã. Assisti aos melhores shows da minha vida, e foram muitos. Fiz amigos dos quais me tornei fã pela boa música e pelas letras que embalaram o segundo semestre desse ano.

2013 foi um ano feito de sonhos, sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar. E em tantos momentos me senti adormecida. Ao ver a juventude saindo às ruas para mudar o país, ao ver a rua se encher de jovens lutando por um ideal, a geração facebook fazendo a diferença no país, pareceu um sonho para quem desde cedo questionou a política nacional. As respostas da profissão desacreditada, da menina que largou a engenharia para ser jornalista. (Jornalista? – todos perguntam) Surgiram então as primeiras entrevistas, a Jornada Mundial da Juventude, um crachá, o primeiro, que ficará emoldurado eternamente. A moda tornando-se meu trabalho, o blog que cresceu e fez surgirem oportunidades únicas. Uma sociedade, uma marca de roupas, um sonho de infância. Um clipe, algo que jamais sonhei e que hoje se tornou meu maior sonho.

Agora, me deixa falar de amor, de um jeito que só eu sei, amor foi o que eu carreguei no peito em forma de saudade. Amor, eu dediquei e muitas vezes não fui correspondida. Amor que eu tantas vezes tentei traduzir em palavras, em escritos guardados há sete chaves. Foi o ano de amar uma sementinha que pouco a pouco crescia, me fazendo deixar de ser filha única, amor por alguém que eu não via a hora de ver sorrir!

Em meio às maiores tristezas, pude perceber o quanto a vida é bonita e que se hoje eu choro, amanhã eu já volto a sorrir. E sorrir por simples motivos foi o que fez desse ano ainda mais belo, sorrir ao apreciar a beleza de um por do sol, de um céu estrelado e uma noite de lua cheia. Sorrir ouvindo a música da natureza, de uma cachoeira, dos pássaros e do vento na mata ao redor, cachoeira que se tornou refúgio, um lugar pra relaxar e pedir pros anjos cantarem por mim, um lugar em que cada mergulho levava tudo de ruim que estava carregada.

Abro os meus olhos e hoje percebo que nada foi em vão. Nesses últimos dias de 2013 só tenho a agradecer, agradecer primeiro pra depois pedir mais. Agradecer os tempos de paz, as boas vibrações, o amor partilhado, os sonhos realizados. Agradecer aos amigos que estiveram ao meu lado, aos que me apoiaram e me deram oportunidades, aos que me fizeram forte, aos que me fizeram sorrir, aos que não me deixaram deixar de sonhar. Enfim, agradecer a cada um que passou por mim nesse 2013.

Para 2014, eu escolhi ser ainda mais feliz. Escolhi sonhar, viver, sem esquecer de todo dia agradecer!

Que a esperança, industrializada em forma de tempo, possa se renovar em seu coração nesse novo ano que se inicia! Good vibrations! Seja bem-vindo 2014!

O clube da Luluzinha numa versão tecnológica

Eu nunca fui a última romântica, sempre gostei de escrever cartas de amor, mas nunca quis um amor meloso. Eu sempre fui apaixonada pelo vintage, mas nunca esperei um amor à moda antiga. Eu nunca chorei com filmes de romance, costumava dormir, mas sempre gostei desse jogo de conquista, que dure minutos, horas, dias e até meses…

Esse fim de semana, um aplicativo me fez – e fez o mundo – perceber que esse jogo de conquista, essa coisa gostosa de conhecer o outro, parece que ficou no passado. O Lulu, chamado de “a vingança das mulheres”, foi o app mais comentado do fim de semana e ganhou destaque em vários blogs. 

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Imagine uma mesa de bar, um grupo de amigos – todos homens – bebendo uma cerveja ao fim do dia e tratando do seu assunto preferido: mulheres. Surgem os mais diversos comentários, sobre a menina que está a fim, amigas, ficantes, ex e até mesmo parentes. As qualidades são exploradas, mas os defeitos também são colocados à mesa, e muitos vão fundo nos defeitos…

Agora, mude o sexo de toda a situação, só que sem exposição alguma, sem sair de casa e sem se identificar para falar de algum carinha que está a fim, amigo, ficante, ex ou parente. Eis aí o Lulu.

Um aplicativo de “avaliação de homens”. Privado, só mulheres entram, tipo um clube da luluzinha numa versão tecnológica.

Baixei o aplicativo e minha primeira reação, foi o riso. De cara já vi o perfil de um amigo, que estava com nota 8,6 e definido com a #AchaQueOMundoGiraAoSeuRedor… Ele realmente é mimado e a # era verdadeira. O riso seguiu ao ler demais definições. Coisas que fui saber sobre amigos meus depois de meses, ou anos de convivência, explanados em algumas poucas #… Outras coisas que jamais imaginei – e nem queria – saber. Ao chegar nas # classificadas como “piores”, vi que meu feminismo é um fio de cabelo, fiquei indignada com meninas, que mal conhecem os caras, lançando # do tipo “Toca Vuvuzela”. Pra quê isso?

Entrei em alguns perfis e meninas colocando #NemSabeQueEuExisto e colocando ao mesmo tempo, dezenas de #, tanto boas, quanto ruins. Contraditório, não? Se o cara não sabe nem que você existe, presume-se que não sejam amigos e que muito menosIMG_4070 você saiba grandes coisas dele, a ponto de o “classifica-lo”.

Comecei a abrir o perfil dos meus amigos mais próximos, a printar e enviar para eles. Sou uma traidora do movimento feminista que deseja vingar-se dos homens, os classificando pelas costas.

Tem muita recalcada que levou um pé na bunda de garotos aí, detonando eles no Lulu. Assim como está cheio de menininha apaixonada, que nunca conversou com o cara, enchendo de # idealizada e baseadas num achismo banal. Falo isso, principalmente a respeito dos meus amigos “famosinhos de banda”.

O aplicativo serviu para eu rir por algumas horas, mas para conhecer algum dos homens do meu facebook com perfil lá, jamais.

No momento, o aplicativo está fora do ar por sobrecarga. É o app mais baixado da App Store. Curiosidade? Antes seja.

IMG_4072Às mulheres, minhas considerações finais:

  1. Se você quer conhecer alguém, não vá pela impressão dos outros, elas podem te decepcionar, prefira o bom e velho papo a dois, ele pode te render surpresas mais gostosas do que espera.
  2. Se você tem algum amigo, ficante, ex ou alguém que queira avaliar, faz isso pra ele, garanto que pode render um papo legal você dizer a ele suas qualidades e defeitos.
  3. Você não precisa esculachar um ex, se é ex, deixa ele ser feliz e vai fazer o mesmo!
  4. #TeAmoMeCome não fará nenhum homem se apaixonar por você… Onde foram parar seu respeito e valor?
  5. Feminismo e Machismo, andam de mãos dadas, quanto mais você se achar o sexo forte, mais sozinha estará, depois não adianta dizer que homem é tudo igual.

Faz parte dos pequenos prazeres de um romance, a descoberta do outro. Troca a avaliação no Lulu por um sorvete na pracinha da esquina com o carinha que você está a fim, garanto que o papo vai te reservar surpresas e ser muito mais interessante do que uma #TrêsPernas.

Mais um ano que se vai…

Os 19 ficaram para trás marcados por um ano maravilhoso. Um ano onde decidi jogar tudo para o alto e arriscar, viver sonhos e sonhar uma realidade ontem ainda tão distante.

Numa retrospectiva mental daquele 21 de novembro de 2012 até ontem, dias marcantes vêem à mente. O dia que vim em definitivo para Cachoeira, por exemplo, acompanhada pela lua, a lágrima teimava em cair na escuridão do ônibus. Não eram lágrimas de tristeza nem de dor, mas lágrimas de quem já sentia saudade do passado que deixava para trás.

O primeiro dia na faculdade de Jornalismo, o nariz empinado e os paradigmas de quem saía de uma Universidade Estadual que aos poucos caíram por terra, me rendi ao sorriso encantador de professores que me fizeram voltar a aprender mais que uma profissão, me fizeram aprender para a vida, me rendi ao carinho de colegas que pouco a pouco tornaram-se amigos.

O primeiro dia de trabalho, a primeira matéria, a primeira entrevista, a primeira revista. O primeiro novo dia de trabalho, a primeira sessão na câmara. As primeiras experiências que ficarão para sempre.

A descoberta de um amor por alguém que sequer conhecia seus traços, nem ao menos sabia se seria ele ou ela, mas no meu peito já transbordava um amor incondicional.

A Jornada, o reencontro com velhos amigos marcelinos e as novas amizades marcelinas feitas. As lembranças dos encontros e a sensação indescritível de estar há menos de 2 metros do Papa. De acompanhar junto com as grandes mídias, conhecer grandes nomes da imprensa nacional e internacional.

Mas nem todos os dias foram de risos, houveram os dias de choro, mas cada choro seguido de um aprendizado e uma cabeça erguida, pronta para enfrentar novos leões: os dias de molho com dengue, os cuidados dos amigos. O dia do término do namoro, a sensação de perca do chão, os dias de olhos inchados que me fizeram amadurecer e crescer. Com o fim, a descoberta de que mais que um namorado, eu tive um amigo ao meu lado e sempre o terei.

Os dias em que fui surpreendida, o show do NX assistido do palco acompanhado de horas de conversa com o Diego e um abraço afetuoso. As pessoas que conheci, as que já conhecia e passei a amar, as que me decepcionei e as que me encantei. As bandas novas que conheci e fiz amizade, as b-bands que me apaixonei.

A visita de um amigo vindo do Paraná só para estar comigo. As amizades que se consolidaram num momento de dor. As amizades inesperadas, que hoje já são indispensáveis.

O choro calado pelo travesseiro, de saudade de casa, de medo do futuro, de insegurança e incertezas. De vontade de voltar correndo para o Paraná e ficar sob as asas de quem sempre lutou por mim e me protegeu. Mas a cabeça erguida de quem corre atrás de um sonho e força de quem sabe que para vencer, é preciso lutar.

Por fim, o carinho e o cuidado de duas amigas que se tornaram irmãs. E a loucura de quem coloca algo na cabeça e vai atrás.

Muitos outros momentos ficaram marcados, mas alongariam por mais parágrafos e parágrafos esse texto. Dos 19, nenhum arrependimento, nenhuma vontade de voltar atrás. Foi um ano intenso e lindo. E sabe por que? Porque eu decidi viver e não esperar a vida passar. Decidi correr atrás de tudo que desejo e não deixar me acomodar.

Não havia melhor forma de terminar os 19 e começar os 20, se não, seguindo mais uma vez atrás de algo que decidi que me faria feliz. O dia ontem, resumiu o que foi esse ano incrível.

Coincidentemente, li isso num texto hoje: “pensar duas vezes é a distância entre os que sonham e os que vivem.” Aos vinte, eu escolhi viver, ser intensa, me arriscar e quebrar a cara. Os dias ruins todo mundo tem, não vou me acomodar para os evitar, a vida me ensinou a lutar e nunca desistir, se me fizer feliz por um momento, já terá valido a pena.

Essa é a graça de viver. Ser feliz com pequenos momentos. Querer prolongar a felicidade evitando correr riscos, é o maior risco que se corre de ser infeliz. Aos vinte, eu espero te encontrar por aí, vivendo!

se for pra tudo dar errado

Se for pra tudo dar errado…

Era uma vez Malu, ela vivia num mundo onde todas as pessoas eram felizes, lá não existiam problemas nem doenças, dinheiro não existia, as coisas eram pagas com sorrisos, distribuídos gratuitamente nas ruas, o amor era presença constante e decepções amorosas não existiam. Seus dias eram felizes e sempre iguais. FIM

Esse mundo cor de rosa e cheio de unicórnios coloridos, só faz parte dos contos de fada. No nosso mundo, as coisas podem estar indo muito bem e de repente você perde o chão, uma série de más notícias assola seu dia. Há dias em que a vida parece perder o sentido e você precisa buscar forças para conseguir suportar as dores. Quem foi que disse que a vida é colorida todos os dias? Dias ruins são necessários para que possamos reconhecer os dias melhores que virão.

Atire a primeira pedra quem aí não tem um problema sequer, problema de qualquer espécie, algum, por menor que seja, todos temos. Já ouvi muita gente, por conta do blog, que me procura pra falar dos seus problemas. Tem dias em que eu preciso exercitar a minha paciência para ouvir e é geralmente nesses dias que eu paro para repensar minha vida. Muita gente enfrenta problemas muito maiores que os meus.

Nunca fui a melhor em ouvir problemas, não sei dizer que vai ficar tudo bem. Sabe quando você já passou por muita coisa e sabe que as vezes é necessário o sofrimento para que a pessoa possa crescer, amadurecer e enfim sorrir? Outras vezes, foge do meu controle dizer que vai ficar tudo bem; como você vai falar que vai ficar tudo bem pra uma pessoa que acabou de perder alguém que ama ou que descobriu uma doença grave?

Mas isso não significa que não podemos fazer nada pela pessoa. Muitos menos que problemas devem ser enfrentados com tristeza. Pelo contrário, esse é o momento de mostrarmos o quanto amamos. A pessoa precisa enfrentar as dores, perdas e sofrimentos e esse é o momento de mostrarmos que ela nos terá ao lado.

Na maior parte das vezes, o que as pessoas precisam é de alguém que assuma estar ao lado dela pra tudo que der e vier. Uma pessoa pra dar carinho, apoio e ombro. Já pensou em ser essa pessoa na vida de quem você ama? Independente da situação que essa pessoa está enfrentando, enfrentou ou vai enfrentar, se for pra tudo dar errado, que seja com você ao seu lado.

É isso que diz o clipe dessa música, feliz e emocionante:

Aos meus amigos e àqueles que amo, se for pra tudo dar errado, quero que seja com vocês! Contem comigo, sempre!

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Eu sei que ainda estamos longe do fim

Então vamos viver, um dia a gente se encontra…

Assisti esse clipe umas 5 vezes antes de começar a escrever. Meus olhos encheram de lágrimas e um nó se formou na minha garganta em todas elas. De começo, achei que não haveriam palavras para descrever o clipe, a emoção que ele foi capaz de transmitir aos fãs e aos admiradores do CBJr e da música brasileira. Depois uma infinidade de palavras começaram a surgir em minha mente!

Todas elas resumem-se numa só: amor! Amor de fã, amor de amigos, amor filial. Amor de quem a música fez irmãos, amor de quem o destino uniu, amor de quem mesmo sem conhecer o Chorão na intimidade, sentia-se brother!

Todos nós sabemos os caminhos que levaram ao adeus eterno do Chorão. Ele andou por ruas desertas, passando por conflitos internos, vivendo um sonho que não era só dele. A música fala tudo isso. A solidão que ele enfrentou, jamais entenderemos. Os motivos que o levaram a cair na dependência, estão hoje enterrados.

Quem somos nós para julgar? Não somos ninguém para falar a cerca do sofrimento do outro. Tem muita gente se achando bom e sendo pior que muitos outros tantos. Tem muita gente falando palavras bonitas, estando vazio por dentro. O clipe mostra um Chorão que era repleto de amigos, mas a música fala em solidão. Só nós sabemos o vazio que nos prende. Só ele sabia o dele.

É isso que deixa ainda mais triste sua partida. É isso que deixa o clipe ainda mais emocionante. Tantas pessoas o amando, tantas pessoas por ele. Tantas pessoas correndo atrás, atrás de um microfone que o Chorão deixou vazio. Pessoas que hoje fazem do Chorão presença! Fazem do seu legado eterno. Fazem da sua música boas vibrações!

Use da sua liberdade sem que ela te prenda no vazio, deixe a felicidade ser profunda. Deixe quem você ama te amar e ame também quem te ama. E viva! Viva! Viva, que essa vida é boa demais! Um dia, todos nós vamos nos encontrar, com o Chorão, com o Champignon, com o Renato, com o Raul, com o Cazuza.

Botei a música no replay e enquanto escrevia devo ter ouvido mais outras 5, 6, tantas vezes. 

Você deixou saudade! 

De apertado, me bastam os sapatos

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Nada como chegar em casa após o exaustivo dia de trabalho e descer do salto. Nada como chegar da balada carregando os glamurosos sapatos na mão. Pés livres ao chão!
O sapato pode ser o mais confortável e caro do mundo – não se iluda, os mais caros são dos que mais machucam -, mas depois de longas horas é impossível não sentir o aperto nos pés, no mínimo um incômodo, todas nós sentimos.
O sapato é lindo, dá o up necessário à produção do sábado a noite, atrai olhares, mas a dor de o usar, só você quem sente.
São 10, 12, até 15 centímetros a mais, um corpo alongado, bumbum empinado por algumas horas, mas os calos restarão por muitas mais.
Nos mantemos sobre o salto sobre tantas dores, aguentamos firmes para não perder a classe, mas ao passar pela porta, a sensação de colocar os pés ao chão é libertadora. O suspiro de alívio mais prazeroso depois de longas horas de aperto.
Qual o sapato aperta seus pés hoje? Qual a dor ele te causa? Quais os calos deixará em seus pés?
O salto é glamuroso na moda, mas nessa metáfora de mantê-lo me apertando na vida, prefiro perder a classe, jogá-los para o alto e repousar meus pés sobre o chão! Sentir a terra, absorver dela suas boas energias e recarregar assim minhas forças! Poder desfrutar de toda liberdade de andar descalço, sem rumo, nem prumo!
De apertado, me bastam os sapatos! Na metáfora da vida eu quero mais a liberdade, quero meus pés no chão, sem calos nem dores.

O feminismo e a marcha das vadias

Recebo muitos olhares cruzados ao falar que mantenho um blog de moda. Moda é considerada futilidade por muitos, hoje em dia. É claro que minha vida vai muito além da moda, meus interesses vão muito além. Sou jornalista e preciso saber e debater os mais diversos temas. Nas últimas semanas busquei me aprofundar na questão da Síria, por exemplo. Adoro estudar, ler, me manter informada, atualizada e tudo isso, além da moda. Tenho uma facilidade enorme em aprender as coisas, agradeço a Deus pelo dom que Ele me deu.

É por isso que acho necessário debater certos assuntos polêmicos aqui no blog. Não me vejo como formadora de opinião, mas muitas meninas me procuram para falar de suas vidas, me pedir conselhos, existem as que pedem desde a sugestão do look que deve usar às que me pedem conselhos amorosos. Um dos posts que mais repercutiu nesse sentido, foi o que falei sobre anorexia. Não imaginava que tantas meninas travavam essa luta dura e solitária.

Uma das minhas maiores indignações hoje em dia, dá-se por conta das feministas extremistas, alopradas, alienadas. Mulheres que dizem lutar por seus direitos, mas no fundo não sabem pelo que lutam! Perderam o sentido, a essência do ser mulher.

Devo ser meio antiquada, quadrada, careta, mas se tudo isso que vou escrever nessas próximas linhas me intitular assim, me orgulho de receber tais denominações. Segundo a minha crença, católica apostólica romana, a mulher é proveniente da costela de Adão, Deus a criou para que o homem não vivesse sozinho. A mulher foi sabiamente pensada para dar a luz, gerar frutos, filhos. Nosso organismo é preparado para isso. E olha que Deus perfeito, nos agraciou com um corpo lindo, cheio de curvas, sabiamente exploradas na moda… Acho lindo mulheres que deixam suas profissões para se dedicarem em tempo integral ao marido e aos filhos. Infelizmente a situação financeira dos dias atuais, exige a mulher presente também no mercado de trabalho.

Não sei qual foi exatamente a curva em que o mundo se perdeu, mas, de alguns anos para cá, mulheres entraram num caminho onde ser mãe é a última prioridade delas. Meu sonho sempre foi ser mãe, não consigo compreender. Mulheres que lutam pelo direito de abortar. Elas se veem donas do próprio corpo, egoístas, pensam em si, mas não pensam na nova vida que ali é gerada.

O que mais me indigna é mulheres, ditas feministas, ditas lutadoras por direitos, saírem às ruas e se orgulharem por receberem o título de vadias, considero uma ofensa e todas deveriam assim o considerar. Segundo o dicionário:

Vadia s.f. Informal. Pej. Aquela que possui modos de vida considerados amorais, embora não viva da prostituição. 

Uma pessoa que luta por direitos, deve, acima de tudo, prezar por sua moral. Tirar a roupa e sair as ruas, isso é protesto? Não, isso é pouca vergonha! Vadiagem! A última Marcha das Vadias que presenciei, foi na JMJ, senti a maior pena daquelas mulheres, mulheres com cartazes falando sobre abuso sexual, mas expondo seus órgãos sexuais para quem quisesse olhar. Posição contraditória, sim ou claro? Mulheres nuas lutando por respeito. Cade o respeito próprio? O respeito pelo próprio corpo?

Mulheres lutando pela legalização do aborto. Se elas tivesse o mínimo de respeito com seus corpos, não precisariam abortar, pois teriam um filho como fruto de um amor e não de um puro ato de satisfação carnal. Mulher que quer respeito precisa se respeitar. Seu corpo é seu sagrado, ele não é um parque de diversões com o ingresso pago por uma bebida na balada.

Não é moda usar roupas curtas combinadas com decotes profundos. Moda é acima de tudo, equilíbrio. Nunca fui desrespeitada por uma roupa que vestia. Suas atitudes ditarão as atitudes dos outros sobre você.

Acho a luta por direitos necessária e válida, quando os direitos não ferem a índole, a moral e os bons costumes. Quem sabe não esteja na hora das vadias se ocuparem… e voltarem a ser mulher! Tá na hora de se amarem e se deixarem ser amada. Cuidar da casa e de um filho, não será machismo, será o seu maior prazer se ele for fruto de um amor.