De apertado, me bastam os sapatos

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Nada como chegar em casa após o exaustivo dia de trabalho e descer do salto. Nada como chegar da balada carregando os glamurosos sapatos na mão. Pés livres ao chão!
O sapato pode ser o mais confortável e caro do mundo – não se iluda, os mais caros são dos que mais machucam -, mas depois de longas horas é impossível não sentir o aperto nos pés, no mínimo um incômodo, todas nós sentimos.
O sapato é lindo, dá o up necessário à produção do sábado a noite, atrai olhares, mas a dor de o usar, só você quem sente.
São 10, 12, até 15 centímetros a mais, um corpo alongado, bumbum empinado por algumas horas, mas os calos restarão por muitas mais.
Nos mantemos sobre o salto sobre tantas dores, aguentamos firmes para não perder a classe, mas ao passar pela porta, a sensação de colocar os pés ao chão é libertadora. O suspiro de alívio mais prazeroso depois de longas horas de aperto.
Qual o sapato aperta seus pés hoje? Qual a dor ele te causa? Quais os calos deixará em seus pés?
O salto é glamuroso na moda, mas nessa metáfora de mantê-lo me apertando na vida, prefiro perder a classe, jogá-los para o alto e repousar meus pés sobre o chão! Sentir a terra, absorver dela suas boas energias e recarregar assim minhas forças! Poder desfrutar de toda liberdade de andar descalço, sem rumo, nem prumo!
De apertado, me bastam os sapatos! Na metáfora da vida eu quero mais a liberdade, quero meus pés no chão, sem calos nem dores.

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