O post é a voz que vos libertará

2hYjcBK“Se aliança dissipar e sentença for só desamor, a tormenta aumentará!” A música “Amanhã… será” de Fernando Anitelli talvez seja a que melhor traduza o manifesto e é um trecho dela que dá título ao post.

São comoventes as imagens que circulam da manifestação ocorrida ontem. Esta talvez seja a que melhor represente aquilo que as grandes mídias exitaram em primeiro instante – e algumas outras ainda estão exitando – em expor. Muito mais que uma questão de “20 centavos”, foi uma manifestação por direitos. Manifestação que se iniciou pacífica e que assim queria manter-se, se não fosse o abuso de poder demonstrado por uma polícia muito bem instruída para calar o povo.

A voz de um povo que não aguenta mais sobreviver sob o caos de um país onde estádios valem mais que saúde, foi cruelmente calada. Opressão, repressão, agressão. Seja o que for, calem o povo a qualquer custo. Os tempos de ditadura se foram, mas deixaram sequelas, como pior delas, o medo que fez o povo calar-se até ontem. No momento que o povo resolveu sair de volta à luta por direitos, as práticas ditatoriais se fizeram novamente presente, as cenas pareciam as mesmas – ou até piores – que as que vi nos livros de história dos anos seguintes a 64.

Gritos de “Sem violência” soavam como agressão aos ouvidos dos policiais. Vinagre era detido como droga – como droga não, já que droga não é detida com tamanha crueldade e força no país. Comunicadores que queriam mostrar a realidade do manifesto eram agredidos como os piores bandidos. E por fim, a cena poética de flores combatidas por uma tropa de choque, com escudos e armamento dignos de guerra.

Assim como Chico, Caetano, Elis, Raul outrora usaram da música sua voz de protesto, hoje temos no post nossa voz. A internet é nosso meio “livre”, para protestarmos, gritarmos, lutarmos. A voz dos jornalistas hoje, não está mais restrita a rádios ou TVs, não estamos submissos à poderosos que ditarão o que podemos ou não falar.

Com braço forte, militantes conquistaram a igualdade. Mas lutaram por isso, batalharam, sangraram, morreram. E hoje, é nossa liberdade, que nos desafia a própria morte, hora de mostrarmos que nós, filhos deste solo, não fugiremos à luta. É chegada a hora de lutarmos, para que o Brasil, de amor eterno seja símbolo.

Que a música d’O Teatro Mágico seja trilha para nossa indignação, quem sabe, amanhã… será. 

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