Sobre conquistas e vitórias

Não poderia de partilhar com vocês a ansiedade, o nervosismo e a conquista que tive ontem. Se vocês se lembrarem, comentei aqui que ando meio sumida devido a correria do fim de ano e também a ida e vinda de Cachoeira Paulista, onde prestei vestibular.

Ontem, foi o dia do esperado resultado. Esperei um ano por essa prova, um ano por essa conquista e o dia chegou! Há dois anos atrás, eu aguardava o resultado da Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde fui aprovada em Engenharia Civil, mas na época não sabia muito bem se eu realmente cursaria, se era realmente o curso que eu queria, a carreira que seguiria. O frio na barriga existia, mas mais por provar para os outros daquilo que eu era capaz – no caso a aprovação no curso mais concorrido da universidade depois de medicina – do que por ser a conquista de um sonho, digamos assim. Ontem, a sensação era diferente. O dia foi precedido de uma noite mal dormida, insônia e mil pensamentos perambulando em minha mente. Comecei o dia como todos os outros, falando com meu namorado, porém sem esconder o nervosismo. O resultado estava marcado para as 15 horas, as 14 eu já estava entre crises e mais crises de risos – descobri a pouco tempo que meu nervosismo é expresso dessa forma – chegou a hora marcada e nada, F5 e mais F5 no site da faculdade, ficava fora do ar e voltava e nada da página com o resultado aparecer. Quando estava quase desistindo e saindo com minha mãe, eis que consigo acessar e lá está meu nome, o primeiro da lista de Jornalismo!

Passei um ano todo esperando por esta prova, por este resultado e no dia da prova, sai cheia de expectativa e medo, numa prova onde a redação valia 50% da nota final, eu arrisquei, li o texto base e ia mentalmente lembrando da minha professora de redação do terceirão, a Fabiana ‘gritando’ da forma mais carinhosa que redação sem TEMA e TESE era ZERO, elaborei meu tema e tese, mas lembrei também de uma das coisas que ela mais falava: senso comum. Eu poderia fazer uma redação ‘redondinha’, nos padrões, escrever aquilo tudo que todo mundo pensa e sabe e tirar uma nota boa, proporcional ao ‘normal’ da minha redação. Na hora, minha cabeça foi longe e resolvi arriscar tudo naquela redação, saí do senso comum, numa proposta de redação sobre a “geração hiperconectada” fui às áreas médicas, defendi o uso da tecnologia e concluí falando sobre o “mito da caverna” de Platão. No ponto que ditava o final da minha redação, esbocei meu sorriso, com sensação de dever cumprido, mensagem transmitida. Mas poucos minutos depois de sair da prova, veio um misto de dúvidas e medos: ou eles amariam ou odiariam minha redação, ou teria uma boa nota, ou um zero. Entreguei nas mãos de Deus e quase tive um treco esperando o resultado…

Ontem, assim que vi o resultado lembrei de uma frase que caminhou comigo durante todo meu terceirão, ano que mais me dediquei aos estudos:

 “Quem vence sem riscos, triunfa sem glória”

Escrevi tudo isso, para que possa servir como exemplo para vocês, as vezes é necessário apostar todas nossas cartas. Arriscar pode ser o início de uma grande vitória!

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